Talvez eu lhe falasse sobre ciência, meus filhos, meus projetos, minhas intuições e tudo aquilo que ainda desejo construir. Mas, em outubro de 2024, meu corpo me fez uma pergunta que mudaria a minha vida.
Foi dessa travessia que nasceu Inteira: uma história real de corpo, intimidade, ciência, espiritualidade e reconstrução.
Porque o câncer atingiu uma mama. Mas quem atravessou o câncer foi uma pessoa inteira. Um corpo inteiro. Uma história inteira.
Uma mulher com medos, desejos, sexualidade, fé, vínculos, projetos, profissão, família e futuro.
Inteira não porque eu não tenha sentido medo ou vulnerabilidade.
Inteira porque todas as partes que me constituem continuaram existindo e mereciam ser cuidadas.
Uma experiência vivida por uma mulher que também é fisioterapeuta, professora, pesquisadora da saúde da mulher, empreendedora, desenvolvedora e cientista.
Ciência e experiência se encontram nestas páginas para falar sobre questões que ainda permanecem em silêncio para muitas mulheres.
Algumas perguntas nasceram no meu corpo. Hoje, continuam nas minhas pesquisas.
“Venha, então, encontrar nestas páginas alguém como nós. Uma mulher que, com uma linguagem fácil, sensível e verdadeira, compartilha aquilo que talvez sua avó, sua mãe, sua irmã ou sua amiga nunca tenham tido coragem ou oportunidade de lhe dizer o que, muitas vezes, você também não soube como dizer à sua filha.
Parabéns, Patrícia, por mais esta iniciativa de expandir seu conhecimento, transformar sua experiência em acolhimento e distribuir amor.”
Fisioterapeuta, professora, pesquisadora, inventora e empreendedora na área da saúde da mulher. Durante mais de duas décadas, Patrícia esteve do lado de quem cuidava.
Em 2024, um diagnóstico de câncer de mama modificou temporariamente esse lugar: a profissional tornou-se também paciente. Conhecer cientificamente o corpo feminino mostrou-se diferente de sentir, no próprio corpo, as transformações provocadas pelo tratamento.
Foi dessa experiência que nasceram novas perguntas.
Por que falamos tanto sobre algumas consequências do tratamento e tão pouco sobre saúde genital e sexual?
Por que a sexualidade parece desaparecer das conversas quando uma mulher recebe um diagnóstico de câncer?
E, principalmente, se ela passou a vida estudando essas questões, e sentia falta dessas informações, o que acontece com as outras mulheres?
Inteira nasce também dessas perguntas.
Uma história que continua cuidando, Inteira termina na última página. Seu propósito, não.
Os recursos financeiros destinados à autora com a comercialização desta obra serão integralmente direcionados a iniciativas de assistência, pesquisa e inovação em saúde pélvica e função sexual de mulheres em tratamento oncológico ou após o tratamento, por meio do Instituto Patrícia Lordêlo.







Da pergunta à pesquisa. Da pesquisa à inovação.
Algumas das inquietações que atravessam Inteira também deram origem a novas linhas de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias voltadas à saúde da mulher.
Eu compartilhei nestas páginas o que vivi, o que senti, o que aprendi e também aquilo que ainda estou tentando compreender.
Talvez alguma parte desta história faça você olhar para o seu próprio corpo, fazer uma pergunta que nunca fez ou iniciar uma conversa que vinha adiando.
Venha comigo.
Inteira: Uma história real de corpo, intimidade, ciência, espiritualidade e reconstrução.
Porque o câncer atingiu uma mama. Mas quem atravessou o câncer foi uma pessoa inteira. Um corpo inteiro. Uma história inteira.
Uma mulher com medos, desejos, sexualidade, fé, vínculos, projetos, profissão, família e futuro.
Inteira não porque eu não tenha sentido medo ou vulnerabilidade.
Inteira porque todas as partes que me constituem continuaram existindo e mereciam ser cuidadas.